Hoje completam-se 33 dias desde que decidi largar as redes sociais.
O aumento de produtividade, que era o meu principal objetivo, aconteceu exatamente como eu esperava. E talvez até melhor.
Não virei uma máquina de trabalhar, e nem queria isso. Mas estou produzindo muito mais e, ao mesmo tempo, tendo muito mais tempo de qualidade com a minha família.
Hoje consigo assistir a um filme do começo ao fim sem pegar o celular uma única vez. Consigo sentar no gramado de uma praça com minha esposa e meu filho sem aquela ansiedade de olhar notificações ou desbloquear a tela a cada cinco minutos.
E o mais interessante é que os ganhos foram muito além da produtividade.
No meio dessa experiência apareceu um benefício que eu nunca tinha previsto e que, sinceramente, acabou sendo um dos melhores: zero tentações causadas por vídeos de mulheres com roupas mais reveladoras ou conteúdos provocantes. A ausência desse tipo de estímulo foi uma verdadeira limpeza mental.
Até agora, não senti nem 1% de vontade de voltar.
Passei a usar o YouTube de forma bem diferente. Não para consumir vídeos curtos ou preencher qualquer vazio deixado pelo TikTok, mas para buscar conteúdos que realmente me interessam, como carros e astronomia.
Se existe algum arrependimento nessa história, é apenas um: não ter começado antes.
Mas tudo bem. Algumas mudanças chegam exatamente quando precisam chegar.
E, olhando para esses 33 dias, uma coisa ficou clara para mim: eu não perdi nada ao sair das redes. Na verdade, recuperei coisas que nem percebia que estava perdendo.
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